sábado, 30 de novembro de 2013

Idosa morre aguardando vaga na UTI do Hospital Regional de Assis (SP), onde só funcionam 4 dos 10 leitos


Mais uma vítima do caos na saúde pública. Uma mulher de 90 anos de idade morreu no Pronto Socorro Municipal de Assis (SP) na manhã desta segunda-feira, dia 25 de novembro. Ela aguardava o cumprimento de uma decisão judicial determinando sua transferência para a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional da cidade (tanto o HR quanto o PS estão instalados no mesmo prédio). A paciente morreu antes de a decisão ser cumprida. Antes disso, temendo pelo agravamento da saúde em função da avó, três netas recusaram a oferta de uma vaga na UTI de Paraguaçu Paulista (SP), a cerca de 36 km de Assis. Ela não resistiria à viagem", contam os familiares.

O drama da idosa Maria Conceição de Matos teve início na terça-feira, dia 19, quando ela foi levada às pressas pela Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros ao Pronto Socorro Municipal.

Na unidade de emergência, a paciente teve o quadro clínico agravado e o médico fez o encaminhamento para a Unidade de Terapia Intensiva. A Central de Vagas, que funciona autorizou uma vaga na UTI de Paraguaçu Paulista e uma ambulância chegou a se deslocar até o PS de Assis para transferir a paciente, mas a família não permitiu que ela fosse levada para o município vizinho.

Sem vagas na UTI do Hospital Regional, os familiares decidiram apelar ao Ministério Público que ajuizou uma ação e, segundo a família, obteve uma liminar judicial obrigando o HR de Assis a oferecer uma vaga na UTI em 72 horas, prazo que terminaria na tarde de segunda-feira. Não deu tempo. Por volta das 10h30, os médicos do Pronto Socorro confirmaram o óbito da paciente, que foi velada em Assis e transferida para Ourinhos (SP), onde foi sepultada na terça-feira, 26.

Inconformada, a família "vai até o fim em busca de justiça", disse a neta Rosilene Barbosa. Outra neta, Rose Correia, desabafou em um comentário feito no portal de notícias Assiscity: "Infelizmente, esse drama vivido pela minha família não foi o primeiro e nem o único. Sabemos que quase todos os dias pessoas morrem no PS por negligência, diagnóstico errado, etc. Muitos funcionários são mal humorados e mal educados, salvo algumas exceções. Como cidadãos, não podemos deixar que essa situação continue. Precisamos lutar por uma saúde pública mais digna e humana", comentou.

A falta de vagas na UTI do Hospital Regional foi alvo de um inflamado discurso do vereador Reinaldo Farto Nunes (PT), o Português, durante a sessão da Câmara Municipal no dia 25. Procurado pelas netas da paciente, ele relatou, com detalhes, o drama enfrentado pela família e desabafou: "Quantas pessoas mais precisarão morrer para que a saúde pública funcione em Assis?"

Nunes mostrou-se inconformado com a informação de que apenas quatro dos dez leitos do HR estariam funcionando devido a problemas no gerador. "Enquanto esse governo gasta milhões para construir muralhas de presídio, não tem recursos para comprar um gerador. Por falta de um gerador, quantas pessoas perderão a vida por não conseguirem uma vaga na UTI desse hospital gerenciado pela Famema (Faculdade de Medicina de Marília) e mantido pelo governo do PSDB?", finalizou.

Outro lado - Em nota encaminhada à imprensa, o Hospital Regional de Assis "esclarece que a paciente Maria Conceição de Mattos não estava internada na unidade. A paciente estava no pronto socorro municipal que, apesar de estar localizado nas dependências do hospital, pertence à Prefeitura de Assis".

"Em relação aos pedidos de leitos de UTI para a paciente, a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) informa que, por três vezes disponibilizou vagas para que ela fosse transferida, porém as vagas foram recusadas pelos familiares. Em relação ao gerador, o hospital esclarece que não é verdadeira a informação de que há leitos parados porque o aparelho estaria quebrado. Todos os leitos de UTI do Hospital Regional estão em pleno funcionamento", finaliza a nota.

Físico confirma que motor para "dobra espacial" é possível e viável


Quem é fã de filmes de ficção científica com certeza já deve imaginar no que implica um motor para dobra espacial: com ele, seria possível viajar pelo espaço em velocidades muito maiores que a da luz. Isso se colocarmos tudo em termos bem simples, já que quem realmente seria acelerado é o próprio espaço e não o equipamento que realizaria a viagem. Complexo? Bastante, mas completamente possível também, segundo o físico Harold White.

Ele apresentou um modelo teórico para um motor de dobra possível e viável para ser construído e operado pelo homem. Na verdade, ele realizou diversos cálculos para resolver problemas da sua teoria anterior, que também trabalhava na ordem da aceleração do espaço, mas requeria quantidades realmente astronômicas de energia e massa. Estamos falando do equivalente a massa de Júpiter para criar o dito motor! Agora, com a teoria atualizada, o valor foi reduzido para menos de 800 kg.

Como isso poderia funcionar

De acordo com White, para criar um motor de dobra seria necessário posicionar um objeto esferoide no meio da nave espacial e fazer um anel se movimentar em volta dele de determinada maneira que pudesse contrair e expandir o espaço à sua volta, gerando uma bolha de dobra ao redor da espaçonave. O conceito é praticamente o mesmo — se visto de forma bem simples — que o presente em uma diversidade de obras de ficção científica do cinema, da TV e da literatura.

Essa bolha de dobra seria capaz de movimentar o espaço em volta da nave, como se ela estivesse passando através de algo muito apertado. Assim, o movimento de expansão do espaço atrás da bolha seria o responsável por movimentar a nave a velocidades incríveis.

Fora isso, como a bolha de dobra posicionaria a nave em alguma situação “nas entranhas do espaço”, as leis da relatividade de Einstein não se aplicariam diretamente. Isso porque, diretamente, nada pode superar a velocidade da luz, mas o espaço pode se comprimir e expandir a qualquer velocidade, tornando a prática da dobra praticamente ilimitada.

White explica ainda as limitações práticas do seu modelo anterior, comentando sobre a rigidez do espaço. “O espaço-tempo é bem rígido/firme, então para criar a o efeito de expansão e contração de forma útil a fim de conseguirmos atingir destinos interestelares em uma quantidade de tempo razoável, seria necessário uma grande quantidade de energia”.

Como o motor se tornou viável

Para criar a solução para esse problema, White tentou realizar uma alteração no modelo de motor de Alcubierre, no qual tinha baseado sua primeira ideia. Em volta do objeto esferoide, seria necessário que um anel permanecesse girando. Alcubierre, entretanto, imaginou esse elemento como um cinto, um anel chato. Então, White teve a ideia de melhorar a forma desse elemento, tornando-o mais grosso, quase como uma rosquinha, no formato que aparece no modelo.

Foi com isso que os cálculos da quantidade de energia e massa do motor pularam do tamanho de Júpiter para 800 kg, o equivalente à sonda Voyager 1, que explorou o Sistema Solar nos últimos anos.

Resultados práticos

Todo esse trabalho feito por White baseado nas ideias de Alcubierre resultaria em velocidades incríveis de dobra. Nada comparado ao que víamos em Star Trek, em que a tripulação da USS Enterprise chegava a seus destinos em questão de segundos. Mas os resultados são bastante aceitáveis, já que poderíamos alcançar a estrela mais próxima do Sol em questão de semanas. Com isso, ir para Marte poderia ser como atravessar a rua em uma nave com um motor baseado nas ideias de White.

Além do mais, a viagem com o motor de White seria bastante precisa. Os ocupantes de uma espaçonave equipada com ele experimentariam uma sensação de movimento, mas a nave na verdade não estaria se movendo. Por conta disso, é possível parar esse efeito e recomeçá-lo com bastante precisão. Ou seja, calculando rotas com exatidão, você poderia alcançar qualquer planeta do nosso Sistema Solar sem acabar sendo sugado pela gravidade, podendo se posicionar em locais apropriados.

Experimentos

Depois de apresentar seu novo modelo de dobra espacial, White agora se ocupa em recriar miniaturas do seu motor a fim de comprovar sua teoria. Para isso, lasers estão sendo utilizados para recriar condições do espaço a fim de testar a capacidade dos protótipos.

White explica ainda que está realizando testes com um anel de capacitores de cerâmica, a fim de simular o efeito do anel em volta do esferoide original. Caso tudo corra bem, a NASA poderá recriar o equipamento em tamanho real em alguns anos, talvez décadas.
Fonte: TecMundo

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Agressão de alunos em porta de escola vira caso de polícia em Assis (SP)

Estava com razão o coordenador regional da Apeoesp, professor Nilson Silva, ao procurar a Câmara Municipal de Assis (SP) na última segunda-feira, dia 25 de novembro, para pedir apoio das autoridades visando combater os altos índices de violência no ambiente escolar. No início desta quarta-feira, dia 27, a mãe de um aluno procurou o delegado de polícia Marcel Ito Okuma no Plantão Policial de Assis para registrar uma ocorrência de ameaça de agressão do filho de apenas 10 anos de idade.

Segundo a denunciante, uma vendedora de 25 anos de idade, na segunda-feira, durante a realização de uma prova de avaliação do Saresp, seu filho teria sido agredido com um soco na cabeça por um estudante de 12 anos. Informada sobre a agressão, a direção da escola suspendeu o agressor das aulas.

Na manhã de quarta-feira, no entanto, quando seu filho se dirigia à escola, a avó do aluno suspenso teria dito ao menino agredido que, no ano seguinte, quando ele estudar numa outra escola, os familiares do agressor suspenso "acertariam as contas" com ele.

Receosa e cautelosa, a mãe procurou a direção da escola e foi orientada a procurar a Polícia para registrar a ocorrência. O caso será encaminhado ao Conselho Tutelar e à Central de Polícia Judiciária para que a pessoa que ameaçou a criança possa ser responsabilizada criminalmente.

As informações são do "Jornal da Segunda".

Realmente é um absurdo a violência dentro e fora das escolas, ainda mais quando cometidas por crianças menores de 14 anos, pois elas sabem que não serão punidas de modo eficiente pela Justiça, pois as penas mais duras só são aplicadas a maiores de 18 anos. E mesmo assim, em alguns casos, as punições nem são tão duras assim.

Os legisladores brasileiros deveriam seguir os exemplos de outros países no mundo, como Estados Unidos e Inglaterra, que aplicam penas mais severas para crianças, principalmente quando estas cometem crimes mais graves, como tráfico de drogas (mesmo que tenham sido aliciadas por maiores de idade) e assassinato. Meninos de 12 anos, como o do caso descrito acima, já sabem discernir o certo do errado. Isso é falta de uma boa educação vinda de casa. E nesse caso ocorrido em Assis, se os próprios familiares ameaçaram o menino agredido, isso já diz como deve ser a família do agressor, que estão educando o garoto para a violência, ao invés de dizer e mostrar que possíveis desavenças existentes entre ele e outras crianças não deveriam ser resolvidas aos socos, mas sim com civilidade.

Atriz indiana destrói jornalista que a mandou ficar quieta sobre os direitos das mulheres no país

A atriz Mallika Sherawat estava dando uma entrevista coletiva quando uma jornalista local a criticou por dizer certa vez que a Índia era "regressiva e deprimente".

"Acho que você precisa fazer bem sua lição de casa", Sherawat respondeu. E então soltou: "A sociedade indiana é retrógrada para as mulheres. Com feticídio feminino, infanticídio acontecendo quase todos os dias; com estupros grupais indo para as manchetes de quase todos os jornais; com assassinatos de honra... Acho que é um estado muito, muito regressivo para as mulheres. E eu mantenho [o que disse]!"


"And I stand by it!"

A jornalista se defendeu, dizendo que, ao focar no estado das mulheres, Sherawat estava dando uma má reputação à Índia no exterior.

"Como uma mulher, eu deveria mentir sobre o estado das mulheres que estão no nosso país? Então, eu não menti. Eu disse a verdade".

Veja o trecho completo da entrevista:

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

ICMS é o tributo que mais pesa no bolso do brasileiro

 
Mora em SP e acha o ICMS alto? Reclame com o Alckmin. (Foto:Christiano José Jabur)

Apenas um lembrete: Os coxinhas costumam dizer que o Imposto de Renda, que é federal, é um dos mais altos do mundo. Repetem o que a velha mídia diz (só para atacar o governo do PT), mas não é. Jogue isso nas caras deles: O imposto que mais pesa no bolso do contribuinte é o ICMS, que é estadual, e o de São Paulo é um dos maiores do país. Veja abaixo:

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Vereador Valmir pede uma delegacia da Polícia Federal em Assis (SP)

O vereador Valmir Dionizio (PSC) solicitou ao superintendente da Polícia Federal em Brasília, Marcelo Moselle, a instalação de uma delegacia da PF no município de Assis. Em ofício datado de maio, o chefe de gabinete do superintendente, delegado Fabrício Schommer Kerber, respondeu à demanda que foi recebida e encaminhada à área técnica, visando a análise da viabilidade do atendimento deste pedido, uma vez que a instalação de novas unidades da Polícia Federal exige recursos humanos, materiais e financeiros permanentes.

No ofício, Valmir comentou que tal solicitação prende-se ao fato de que Assis está situada geograficamente no eixo rodoviário que liga os Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul à capital paulista e se situa na prática na rota do Mercosul, com muitos veículos vindos do Paraguai e da Argentina, que têm destino, além da capital e outras grandes cidades distribuidoras de ilícitos (drogas, armas, munições e contrabando), situadas nos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Ele disse ainda que Assis conta com um Juizado Federal com jurisdição sobre várias cidades. Para ele, uma delegacia da PF em Assis seria importante no combate ao tráfico internacional de drogas e armas, assim como de outros ilícitos. O vereador comenta que as ocorrências policiais de crime federal, flagradas em Assis e região, são todas encaminhadas para Marília, distante mais de 80 quilômetros. “Sendo que após a elaboração dos procedimentos de praxe, com lavratura de documentação pertinente, auto de prisão em flagrante delito e auto de exibição e apreensão dos materiais (veículos, drogas, armas, contrabando, etc.), os presos voltam para o Centro de Detenção Provisória de Assis”.

Segundo ele, este deslocamento de ida e volta a Marília expõe as equipes de policiais militares, rodoviários, ambientais e civis, principalmente em risco de acidentes de trânsito, ao estresse e ao risco de arrebatamento, entre outros.

As informações são do site da Câmara Municipal de Assis.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Suposta aparição mariana em Platina (SP)

Gostaria de narrar um episódio que aconteceu há quase 16 anos numa cidade vizinha a Assis (SP).

O pedreiro Francisco Ovídio da Silva mora em Platina, uma cidade 3192 habitantes na região de Assis, no Oeste Paulista. Nascido em 1957, ele era membro da Igreja do Evangelho Quadrangular na cidade e, segundo jornais da época, ele era auxiliar do pastor da igreja.

Ele costumava orar nas margens de um rio que corta uma fazenda próxima à sua casa, que fica na periferia da cidade. No dia 11 de abril de 1997, quando estava orando próximo ao rio, ele teria visto uma mulher muito bonita, flutuando acima da água do rio. Ela teria se identificado como Maria, mãe de Jesus, e teria pedido para ele não ter medo. Ela então teria entregue uma imagem de "Nossa Senhora" a ele, pedindo para que ele cuidasse da imagem, pois os donos anteriores não estavam cuidando bem dela. Com medo da reação da esposa, também evangélica, quando visse a imagem, ele a enrolou com a camisa dele e foi embora. Quando ele chegou em casa e a esposa desenrolou a imagem, ela disse a Francisco que a estatueta estaria chorando. A partir daí, a imagem teria começado a chorar um líquido semelhante a sangue.

Platina pertence à diocese de Assis. Como "Nossa Senhora" supostamente queria que fosse construída uma capela em Platina para abrigar a imagem, Francisco procurou o bispo de Assis à época, Dom Antonio de Sousa, que concordou com que um terreno fosse doado à diocese para que a capela fosse construída, também com material doado pela comunidade.

A partir da primeira aparição, Chiquinho, como o "vidente" é conhecido entre a população, teria se convertido ao catolicismo, depois de passar pelo racionalismo cristão (dos 6 aos 14 anos) e pela Igreja do Evangelho Quadrangular. Chiquinho começou a reunir a comunidade no mesmo local onde teria tido a primeira visão para rezar o terço, depois do qual ela sempre aparecia e manipulava o sol, como suposta prova da sua presença. Depois da reza do terço, "Nossa Senhora" ditava mensagens para o suposto "vidente".

Depois de alguns meses, o dono da fazenda onde teria ocorrido a aparição, passou a proibir a entrada dos fiéis na propriedade para as orações. Depois que a capela ficou pronta, as reuniões passaram a acontecer em seu interior. Nela estão a imagem de "Nossa Senhora" que teria sido entregue por Maria a Chiquinho e também outra de Jesus que supostamente também chora sangue.

Chiquinho chegou a ser acusado de ter roubado a imagem de uma capela do cemitério da cidade e de fraudar as lágrimas da imagem. Placas feitas de papelão chegaram a ser colocadas ao longo da estrada que liga Assis a Platina com essas acusações. Até hoje isso não foi provado.

O jornal "Voz da Terra", de Assis, dedicou bastante espaço às aparições e às supostas mensagens ditadas pela "santa". O repórter Paulo Cardoso, que é natural de Assis, fez uma matéria sobre o assunto quando trabalhava no "Programa do Ratinho", no SBT. Uma pequena matéria sobre o caso também foi exibida no "Jornal Hoje" da Globo. A matéria foi feita pela afiliada da Globo em Bauru, então chamada TV Modelo (atual TV TEM). Houve um boato de que a emissora teria tirado uma amostra do líquido vermelho que vertia da imagem para análise, para saber se era realmente sangue, mas segundo eu apurei junto à emissora bauruense, isso não foi feito.

Segundo uma reportagem do "Voz da Terra", o bispo Dom Antonio de Sousa teria pedido ao Centro Latino Americano de Parapsicologia (Clap), de São Paulo, para fazer uma análise do caso como um todo e, particularmente, do líquido que vertia dos olhos da imagem. Segundo o jornal, uma equipe do padre Quevedo viria a Platina para analisar o caso. No entanto, até hoje isso não foi feito. Se foi, nunca foi divulgado pela imprensa local.

Segundo uma amiga minha, católica, que morava em Platina e se mudou há alguns anos para Assis para estudar, o bispo achava que Platina poderia se tornar uma "nova Aparecida", com um fluxo grande e permanente de fiéis da região e de outros lugares do Estado (e mesmo de outros estados) visitando a imagem, pedindo "graças", etc.

Durante alguns meses, realmente o movimento na cidade provocado pelas supostas aparições foi bem grande, com gente vindo do Brasil inteiro. Mas com o tempo, o movimento caiu muito e agora deve se limitar apenas a pessoas de cidades vizinhas a Platina, como Assis, Cândido Mota, Palmital, entre outras.

Chiquinho trabalhava como pedreiro, mas, depois da primeira "aparição", teria deixado o trabalho para se dedicar apenas à "evangelização" e à divulgação das supostas mensagens da "santa". O jornalista que fez a cobertura do caso para o "Voz da Terra", Cláudio Messias, insinuou certa vez que Chiquinho teria enriquecido por causa das supostas aparições. Tenho essa declaração num e-mail enviado por ele para mim há alguns anos.

Atualização 1: "Uma coisa que eu esqueci de dizer no texto original, postado aí em cima. Na visita do papa João Paulo II ao Brasil em 1997, uma pessoa não identificada pagou uma viagem ao suposto vidente Chiquinho para que ele fosse ao Rio de Janeiro tentar falar com o papa sobre as visões e as mensagens (se me lembro bem, "Nossa Senhora" teria ditado a ele mensagens que deveriam ser entregues ao papa). Caso Chiquinho não conseguisse falar com o João Paulo II no Rio (como realmente não conseguiu), essa pessoa pagaria para ele ir ao Vaticano. Mas até hoje nada foi divulgado sobre essa suposta segunda viagem. Sem falar que essas visões nunca foram aceitas oficialmente pela Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR).

Atualização 2: Há uma página sobre as aparições no site da Igreja Católica Apostólica do Brasil (ICAB), uma dissidência da Igreja Romana. Ao final da página, há a seguinte declaração:
Dom Jurandir Anísio Padovani, Bispo Diocesano de Jundiaí, SP, da Igreja Católica Apostólica Brasileira, assegura que dará toda atenção e amor para o Sr. Francisco e a Vigem de Platina, bem como para com aquele Santuário e jamais permitirá a exploração da fé em nome de Deus e da devoção Sagrada da Virgem de Platina.
Gostaria de saber se o "Chiquinho" tem alguma ligação com a ICAB. Será que ele saiu da Igreja Católica Apostólica Romana e agora frequenta a ICAB, que, aparentemente, aceita as aparições de Platina como verdadeiras?

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Justiça vê fraude e nega indenização por suposto rato em Coca Cola

Notícia do portal Terra:
A Justiça de São Paulo negou indenização a um consumidor que alegou ter ingerido Coca-Cola supostamente contaminada por pedaços de rato. Em decisão disponibilizada nesta quarta-feira, a juíza Laura de Mattos Almeida, da 29ª Vara Cível, considerou que há “fortes indícios de fraude” nas garrafas apresentadas por Wilson Batista de Resende e que as alterações físicas ou neurológicas do consumidor não estariam relacionadas ao evento.

Mesmo ocorrido em 2000, o caso ganhou repercussão em setembro passado com uma reportagem veiculada pela Rede Record. Segundo o relato de Wilson Batista de Resende, ele teria comprado um pacote com seis garrafas pet de Coca-Cola, mas tomou apenas um gole, já que logo após ingerir o produto sentiu uma forte ardência e gosto de sangue na boca.

De acordo com o processo, ele diz que notou a presença de corpos estranhos em suspensão em todas as garrafas, que pareciam ser pedaços do corpo de um roedor. Depois de entrar em contato com o SAC, um funcionário da Coca-Cola esteve em sua casa e retirou duas garrafas lacradas do refrigerante.

O consumidor ainda afirmou que teria sofrido graves lesões físicas e psíquicas por causa da ingestão do produto contaminado, com comprometimento da fala e de movimentos, que impediram de exercer suas atividades de sacoleiro e relojoeiro. O processo movido pelo Ministério Público corria desde 2003 e exigia uma indenização de R$ 10 mil por danos morais.

A análise do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) afirmou que o lacre não estava violado, mas que existia “a possibilidade de que a tampa original tenha sido removida, com a adulteração do conteúdo, e a garrafa novamente fechada com uma tampa nova, retirada do processo de fabricação ou de outra garrafa, sem que tenha ocorrido ruptura do lacre."

Segundo a juíza, a possibilidade de fraude também é reforçada pelo fato de que as seis garrafas não sequenciais tinham contaminação. “Segundo o Instituto de Criminalística, a possibilidade estatística de contaminação semelhante a que é objeto dos autos é praticamente nula para uma garrafa, considerando as limitações dimensionais e as barreiras existentes. E, assim, inexistente numericamente para seis garrafas do mesmo fardo”, afirma a decisão.

Além dos indícios de fraude, a sentença afirma que o consumidor tomou apenas um gole e que “a mera repulsa de visualizar o corpo estranho não constitui causa de alteração psicológica apta a ensejar a condenação do fabricante ao pagamento de indenização por danos morais”.

Wilson Batista de Resende passou por exames médicos que apontaram transtornos de personalidade causados por doenças, lesão ou disfunção cerebral. A decisão ainda diz que o autor tem problemas psiquiátricos e que ele dedica-se a procurar produtos defeituosos em lojas do Carrefour, onde as garrafas foram compradas. “Vê-se que não se trata de um comportamento normal, o que prejudica a credibilidade de suas afirmações”, afirma a juíza.
Alguns internautas mostraram como é possível colocar coisas dentro de uma garrafa de refrigerante:

sábado, 16 de novembro de 2013

O Euro e o Esperanto

Sob o título em epígrafe, a revista Veja, no dia 11 de outubro de 2000, em artigo de Gustavo Franco, economista da PUC-RJ e ex-presidente do Banco Central,tece várias considerações sobre as dificuldades que o Banco Central Europeu poderia encontrar, pelo fato de que qualquer que seja o padrão monetário adotado, defrontar-se-ia com problemas linguísticos, pois nenhum país desejaria abrir mão do seu idioma ou moeda.

Em seu longo artigo, Gustavo Franco deixa transparecer que um idioma artificial, com uma gramática simplificada e fácil de se aprender, poderia servir para todas as nações. E, em certo trecho de seu artigo, ele aduz que, dentre as várias tentativas de implantação de uma língua internacional, "a mais bem sucedida de todas é o Esperanto". E conclui dizendo que mais de 30 mil livros já foram publicados em Esperanto.

Não gosto da Veja, tenho várias restrições quanto à sua linha editorial e às suas práticas jornalísticas, mas nesse caso, ela não poderia estar mais do que certa.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

"Inspeção Secreta", do canal TLC: tão "fake" e encenado quanto parece

Segundo o blog reality blurred o reality show Inspeção Secreta (Restaurant Stakeout), exibido no Brasil pelo canal por assinatura TLC (e nos EUA pelo canal Food Network) "é qualquer coisa, menos real". O programa segue o empresário Willie Degel tentando ajudar donos de restaurante por todos os Estados Unidos que estão em dificuldades a melhorar seus negócios.

São instaladas câmeras escondidas dentro de cada restaurante, mostrando como os funcionários trabalham, enquanto Willie e o dono do restaurante assistem às imagens em tempo real em outro local. Os problemas detectados durante três dias de filmagens, são discutidos por Willie e o dono do restaurante e, ao final das filmagens, o proprietário realiza uma reunião com todos os seus funcionários para tentar resolver tais problemas. Depois de seis semanas, Willie volta para saber se as coisas melhoraram.

No entanto, de acordo com o blog, os produtores escolheram o caminho mais preguiçoso e encenam as situações, chegando a escolher atores para fingir serem funcionários dos restaurantes. Três episódios da primeira temporada foram filmados em Rockland County, Nova York (EUA), e a equipe e proprietários revelaram o quanto o autodenominado reality show é falso. O Journal News entrevistou os proprietários dos restaurantes. Mike Solicito, proprietário do Lexington Grille and Pup, que apareceu no segundo episódio da primeira temporada, disse que "nada [no programa] é real".

Ele não explicou o que isso significava, mas o proprietário do Mount Ivy Café, retratado no terceiro episódio da primeira temporada, sim.
  • Contratando um ator. Isso é comportamento antiético e imperdoável. Produtores contrataram um garçom que derrubava comida e bebia durante o trabalho depois de mentir e então foi demitido. A proprietária do Mount Ivy Café, Lucia Ivezaj, disse: "Eles queriam bastante drama e, infelizmente, nós não temos drama aqui. Então, por isso, eles criaram um pouco do seu próprio drama".
  • Dizendo a empregados reais como se comportar. Ivezaj disse ao jornal: "Eles nos disseram o que fazer, como agir — então foi divertido. Estou certo que sim. Só não é divertido para nós assistir amadores fingindo que são atores, porque são uma droga nisso.
  • Roubando tempo. Editar para diminuir o tempo e´uma coisa; ter o seu elenco fingir a passagem do tempo é outra totalmente diferente. A dona do Mount Ivy Café disse que gostou da experiência, exceto por "ter que trocar de roupa de tempos em tempos para fingir que as filmagens se passavam num dia diferente".
  • Dizendo aos membros do elenco como eles vão ser retratados. Ivezaj parece aliviada sobre todos os momentos fingidos porque, segundo ela, "nos divertimos fazendo isso" e, como ela acrescentou, "supostamente eles nos fazem parecer bem seis semanas depois". Parece que os produtores asseguraram a todos que valeria a pena tolerar essas coisas porque tudo terminaria bem no final.
Isso tudo é muito chocante, embora cada pessoa que assistiu ao programa provavelmente suspeita que algo está fora de lugar, das câmeras mal escondidas ao modo como as confrontações parecem.

Qualquer reality show que não seja um documentário "fly-on-the-wall" tem algum envolvimento dos produtores para montar o que vemos e isso deve ser esperado. Nesse programa, Willie Degel e/ou os produtores mandam pessoas para testar os funcionários dos restaurantes, instruindo-os via ponto eletrônico (no artigo, o proprietário do Lexington Grille disse que sua cunhada foi uma dessas pessoas usadas como figurante). Em algum nível, isso é fake — não são clientes de verdade —, mas está tudo bem porque o que está acontecendo é admitido no ar e você não está sendo enganado, e é um experimento legítimo para ver como o funcionário vai responder.

Mas além disso, a série é inepta: as confrontações climáticas com os funcionários no final caem por terra, porque são apenas tomadas (takes) de reações (provavelmente fora de contexto) e flashbacks, já que o drama real foi fingido e não há como eles reagirem a tais momentos artificiais.

Prova de que Inspeção Secreta usa atores para interpretar garçons

Não bastasse tudo o que já foi dito, o blog reality blurred, encontro provas concretas de que o autodenominado reality show é uma fraude: uma chamada de elenco "buscando homens ou mulheres para interpretar um garçom numa churrascaria". O nome do projeto nem tenta esconder para o que é: "Restaurant Stakeout (NJ)", nome original do programa nos Estados Unidos.

Os produtores de elenco querem um homem ou uma mulher, de 25 a 35 anos, de qualquer etnia, "para interpretar um garçom ou uma garçonete num restaurante em Somerville, NJ. O comprometimento será para de um a três dias de filmagem, US$ 120/dia". Também há "US$ 60/dia (para ser usada em refeição no restaurante)", embora não esteja claro se essa é somado aos US$ 120 de compensação. NJ é a sigla do estado de Nova Jersey.

O ator e comediante Anthony Devito notou pela primeira vez essa chamada de elenco e mandou o e-mail completo que ele recebeu (imagem abaixo) da empresa Casting Network para o responsável pelo blog reality blurred.

É triste saber que isso está se tornando cada vez mais comportamento aceitável.

http://img268.imageshack.us/img268/1294/3nn3.png

Fonte: reality blurred (1) (2)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Documentário - Minha Máxima Culpa: Silêncio Na Casa De Deus


Minha Máxima Culpa: Silêncio Na Casa De Deus (Mea Maxima Culpa: Silence In The House Of God). EUA/Grã-Bretanha, 2012. Documentário. Direção: Alex Gibney. Alex Gibney examina os crimes do Padre Murphy, que abusou de mais de 200 meninos surdos em uma escola, dando origem a um grave caso de pedofilia nos Estados Unidos e desencadeando uma série de escândalos de abuso sexual na Igreja Católica. 106 minutos.

O documentário acima (vídeo em inglês, sem legendas) foi exibido ontem à noite pela HBO. Seguem abaixo os próximos horários em que o documentário, produzido pela HBO, vai ser exibido no Brasil: 18/11 às 12:55 (HBO); 18/11 às 19:00 (HBO HD), 19/11 às 08:45 (HBO 2), 20/11 às 22:00 (HBO), 21/11 às 16:00 (HBO 2), 22/11 às 17:00 (HBO HD) 24/11 às 20:05 (HBO), 25/11 às 01:00 (HBO HD), 26/11 às 10:51 (HBO 2).

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Petição contra o Rodeio Gigante Vermelho, de Cândido Mota (SP)

Venho com esta petição pedir em nome de todos que lutam contra a exploração de animais, que façam como em Itapetininga, onde não será mais realizado o rodeio, que em nossa visão agride fisicamente os animais. Os shows realizados no recinto não têm nada a ver com a exploração que também se faz no mesmo, levando em consideração que a maioria das pessoas que comparecem ao evento, vão unicamente para o espetáculo apresentado por pessoas, no caso cantando, e não usando animais. Uma vez entendido que no rodeio usa-se de artifícios para agredir fisicamente o animal, assim como em "brigas de galo", "vaquejadas" e tantos outros meios de exploração, Vamos dar um fim a essa prática que nunca foi cultura e, sim, tortura!
Clique aqui para assinar a petição, que será entregue ao prefeito de Cândido Mota, Zacharias Jabur (PMDB). Divulgue a petição entre seus amigos para que cheguemos o quanto antes ao nosso objetivo, que é reunir um mínimo de 1000 assinaturas. Se conseguirmos mais, melhor ainda.

domingo, 10 de novembro de 2013

MP investiga licitações e compras da prefeitura de Cândido Mota (SP)

A compra de móveis para decorar os gabinetes do vice-prefeito e de um secretário de governo da prefeitura de Cândido Mota (SP) virou caso de polícia. Além disso, há suspeita de irregularidade na contratação do serviço de som e palco para uma festa na cidade. Para o Ministério Público houve fraude nas contratações e processou três secretários de governo e o vice-prefeito.

O valor que o Ministério Público questiona nestes três processos chega a R$ 13,5 mil. A investigação encontrou supostas irregularidades na compra de móveis e na licitação para a contratação de um equipamento de som. Em um dos processos, o vice-prefeito Antônio Calor Bonini é citado.

Segundo o Ministério Público, ele gastou R$ 6 mil para mobiliar o gabinete na prefeitura. Por lei a licitação não é necessária, já que o valor é inferior a oito mil reais, mas a prefeitura teria que fazer cotação de preço no mercado. “O departamento de licitações é que faz cotação com outras empresas e verifica se existem móveis mais baratos junto a empresas que já venderam para o município e móveis do padrão que a prefeitura tem condições de comprar”, explica o promotor Marcelo Freire Garcia

Funcionários públicos e o dono da empresa em que os móveis foram comprados já foram ouvidos. O Ministério Público teria encontrado erro em um dos três orçamentos apresentados. A loja virtual pertence ao filho do empresário que efetuou as vendas à prefeitura.

“Mesmo antes de chegar o momento de fazer as cotações já havia uma nota de empenho paga pela prefeitura com data de empenho anterior ao momento em que o procedimento deveria estar no setor de licitação para cotação do produto”, completa o promotor.

O vice-prefeito, Antônio Carlos recebeu a notificação e disse que não vê irregularidades nas compras. “De acordo com a lei de licitações, eles não carecem de licitação, pode ser feita uma dispensa tomando cuidado com os preços, o que foi feito”, afirma. No segundo processo também referente à compra de móveis para escritório aparece o secretário de negócios jurídicos, Itamar de Almeida Barros. Foram gastos R$ 2.650 na compra de cadeiras. “Nós vamos provar judicialmente que não cometemos nenhum tipo de delito dos quais estão nos acusando”, diz o secretário.

No terceiro processo foi feita uma licitação para o aluguel de palco e som para a encenação da Paixão de Cristo. O problema, apontado pelo promotor, é que a empresa que fez a menor oferta, R$$ 3.800, teria sido impedida de executar o trabalho e a segunda colocada com o valor de R$ 4.500 é quem montou o palco. “O próprio vencedor da licitação confessa que recebeu ligação de funcionário pedindo para ele desistir da licitação, confessa que assinou documento posterior, o próprio secretário confessa que fez um documento posterior com data retroativa pedindo com que a pessoa desistisse da licitação, com isso a prefeitura acabou mais por um serviço que ela poderia pagar menos”, destaca o promotor.

Mas, o chefe de gabinete que também já foi notificado do inquérito civil afirma não ter havido problemas. “Promotor me julga por ter desviado do primeiro caso para o segundo por ter compromissos de campanha, mas isso não aconteceu”, destaca Dorival Paes. Em todos os inquéritos o secretário de Administração é citado. “Nós pretendemos nos defender, apresentando a documentação necessária para resolver esse problema de uma vez”, explica Gilberto Henrique da Silva, secretário de Administração.

Em todos os casos o promotor pede a perda da função pública dos envolvidos, a suspensão dos direitos políticos e multa de até cem vezes o valor do salário dos dois secretários e chefe de gabinete. A empresa ficaria proibida de vender para qualquer prefeitura por pelo menos três anos. No caso do aluguel do som ele pede ainda a devolução do valor pago a mais.

Os investigados na ação já foram notificados sobre o processo. Nós procuramos os responsáveis pela empresa de móveis, que afirmaram estar contribuindo com o Ministério Público, repassando todas as informações solicitadas. O promotor disse que enviou cópia do processo à Câmara Municipal, para que os vereadores avaliem a irregularidade envolvendo o vice-prefeito.
Por que a prefeitura pagou pelo aluguel de palco e equipamento de som para a encenação da Paixão de Cristo se o Brasil é um país laico e a Constituição privilegie uma religião em particular?

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Como é o mundo das Testemunhas de Jeová

por Isabel Lacerda para revista portuguesa Sábado

Mais de 600 pessoas juntaram-se para denunciar a sua antiga religião. Oito delas contam à Sábado como, durante anos, as suas vidas foram dominadas pelo medo de pecar. E pecar podia ser, simplesmente, soprar uma vela.

“Lembro-me de ser miúdo, olhas para um estádio de futebol cheio e pensar angustiado que aquelas pessoas iam ser todas destruídas porque se calhar nenhuma era Testemunha de Jeová”, lembra Vítor Máximo.

“As Testemunhas de Jeová acreditam que o mundo de Satanás vai acabar e que só elas sobreviverão ao Armagedão, passando com vida para o Paraíso”, explica M. M., ex-ancião (um dos mais altos cargos na hierarquia da organização), que pede anonimato com receio de represálias para a família, que continua na religião.

Todos os crentes são habituados a esperar pelo fim do mundo desde crianças. A essa permanente angústia, os miúdos juntaram as várias coisas que estão impedidos de fazer na escola e o pavor de ofender Jeová. Entre as proibições (como aos adultos), estão a celebração de aniversário, Carnaval, Páscoa, Natal, fim de ano e todas as outras datas de origem pagã que a religião despreza porque, conforme explica Pedro Candeias, um dos representantes da organização em Portugal, não são mencionadas nas Escrituras.

P.T. lembra-se de andar na escola primária e fingir que cantava os parabéns aos colegas, mexendo os lábios e esquivando-se a bater palmas. Mesmo assim, só por estar presente, temia “ser destruída”. César Rodrigues fazia o mesmo e, para evitar perguntas sobre a sua festa e presentes, não dizia quando aniversariava.

Ambos contam como agora, respectivamente, celebram todos os aniversários com o maior entusiasmo: “Faço questão de ter sempre um grande bolo. São 30 anos? Sopro 30 velas!”, diz P.T. César festeja com igual euforia, mas ainda hoje não consegue cantar os parabéns. “E como se estivesse a fazer algo de mal. Sei que não estou, mas não consigo evitar este sentimento de culpa. Nunca cantei os parabéns na vida.”

O maior terror das crianças Testemunhas de Jeová é o Natal, antecedido de atividades como pinturas, composições, festas ou teatros. Não podem participar em nada.

“Lembro-me como se fosse hoje dos meninos todos em grupos a fazer enfeites para colar nas janelas da sala de aula e eu sozinha de lado, a fazer outra coisa qualquer”, conta P.T.

Por se considerarem politicamente neutras, as Testemunhas de Jeová não votam em partidos políticos — nos países em que ir às urnas é obrigatório, são incentivados a vota nulo ou em branco. Também não saúdam a bandeira nem canto o hino. “Lembro-me bem: no 3º ano, todos de pé a aprender o hino, e eu supernervosa, só a mexer a boca”, recorda P.T. A organização não encontra motivos para o embarco infantil: “Sendo esses valores baseados na Bíblia, que razões teriam para sentir vergonha?”, questiona Pedro Candeias.

Artes marciais, que se considera ensinarem a violência, são interditas. E, com base numa passagem bíblica interpretada como Deus não gostando que os homens concorram entre si, a prática de desportos de competição também é desencorajada. É das coisas que César Rodrigues mais lamenta: “Era sempre escolhido para a seleção de futebol da escola, mas era impensável treinar num clube”, conta este co-fundador do fórum Testemunhas de Jeová.

Já com mais de 600 usuários, o fórum surgiu para denunciar todas essas situações e apoiar antigos membros. Em Portugal, onde há 52 mil Testemunhas de Jeová, é o primeiro, mas noutros países da Europa, no Brasil e nos Estados Unidos, o fórum existe há vários anos.

Também há livros e documentários reveladores do funcionamento da religião. É o que este grupo que recentemente se organizou pretende em Portugal: “Queremos que as pessoas percebam que as Testemunhas de Jeová não são tão inofensivas como parecer as senhoras que distribuem revistas na rua”, explica um dos fundadores do fórum.

Todos os conteúdos místicos e esotéricos são considerados um perigo para a espiritualidade. Livros como “O Senhor dos Anéis” ou “Harry Potter” não são para abrir.

Quando a família de P.T. entrou para a religião, os anciões foram livrar-lhes a casa da presença de Satanás. Entre o vestido da noiva que a mãe usara no casamento católico, todas as fotografias desse dia e qualquer outra em que aparecesse um crucifixo (para os fiéis a Jeová, Cristo morreu numa estaca), nada escapou: foi tudo queimado num bidão de metal, até a sua coleção de livros da Anita. “Daí para a frente, só lia a Bíblia e as revistas da religião.”

As Testemunhas de Jeová acreditam que “A Sentinela", "Despertai!" e todas as publicações da organização transmitem a palavra de Deus com a mesma validade que a Bíblia. “Quando mais cedo começarem o estudo, melhor para já irem ensinadas para a escola. Há grávidas que leem o “Meu Livro de Históricas Bíblicas” m voz alta para os bebês que têm na barriga”, revela R.M., outra desistente.

Vítor Máximo, crente durante mais de 35 anos, recorda-se das tardes de quarta-feira passadas a ler as revistas; P.T. estudava-as com o pai aos sábados à tarde, depois da pregação.

A pregação porta a porta é uma atividade fundamental e incontornável para qualquer Testemunha de Jeová, pois é a única maneira de levar a “Verdade” a mais pessoas, poupando-as no dia do Juízo Final.

Acreditando nisso, aos 12 anos G.C. desatou a estudar a Bíblia fervorosamente. A mãe convertera-se e ele também. Acatou os fortes incentivos da organização para se distanciar das pessoas do Mundo (as que não são Testemunhas) e afastou-se de todos os amigos. De um momento para o outro, recorda hoje, deixou de brincas na rua e passou a vestir paletó e gravata para ir às reuniões e a andar de pasta na mão para bater às portas.

Em menos de um ano estava a entrar, de fato de ganho e t-shirt branca, na piscina de Algés, em Lisboa. Com uma mão em cima da outra e as duas a tapar o nariz, submergiu totalmente, deitando-se para trás dentro da água. Quando veio acima estava batizado — acabara de se tornar ministro do reino de Jeová. “É uma dedicação incondicional para toda a vida: ser um escravo de Jeová e tudo fazer em favor Dele”, lembra mais de 30 anos depois desse momento.

No verão seguinte, dedicou-se em exclusivo à pregação. “Eu levava as coisas muito a sério porque estávamos perto do fim do mundo. Pensava: ‘É preciso sacrifícios, vamos fazê-los”’, conta G.C., que foi ancião durante quase 20 anos.

Desde que a religião foi fundada, em 1879, as Testemunhas já esperaram que o mundo acabasse em vários anos. Sempre que as datas passaram sem que alguma coisa acontecesse, o Corpo Governante (entidade atualmente composta por oito homens, que é o núcleo administrativo da religião nos Estados Unidos) emitiu um novo “entendimento”, inquestionável. “Estão sempre a repetir que a dúvida é um dos laços do Diabo”, explica R.M. Invariavelmente, mas sempre a posteriori, a cúpula da organização nega ter feito qualquer previsão concreta e, apesar de os textos das revistas oficiais da religião terem sempre mencionado os sucessivos anos em que o mundo acabaria, diz-se que a expectativa decorreu da má interpretação dos fiéis. A última data mundialmente difundida para o Armagedão, com muitas famílias a vender tudo que tinha para se dedicarem em exclusivo à pregação e garantirem a passagem para o novo mundo, foi 1975. Depois nunca mais se referiu um ano específico.

Com o mundo a poder acabar a qualquer altura, as Testemunhas de Jeová vivem ao mesmo tempo na expectativa do recomeço de uma nova vida e apavoradas com esse momento. Porque, mesmo para o povo eleito, o acontecimento implicará grande sofrimento.

Uma revista "Despertai!", de 2005, avisa: “O arsenal de Deus inclui neve, saraiva, terremotos, doenças infecciosas, aguaceiro inundante, chuva de fogo e enxofre, confusão mortíferas, relâmpagos e um flagelo que causará o apodrecimento de partes do corpo.”

Além disso, o Paraíso só está ao alcance de quem não tiver “culpa de sangue”, ou seja, quem não estiver a falhar nos preceitos da religião.

“Eu perdi a minha vida! Não fazia nada com medo de ofender Jeová e ser destruída”, afirma P.T.

Vítor Máximo conta que desde criança, e mesmo em adulto, acordou várias vezes a meio da noite “a chorar, com pesadelos com o Armagedão”.

A grande prioridade das Testemunhas de Jeová é estudar e divulgar os mandamentos de Deus da maneira a salvar o maior número de pessoas possível. Por isso, são altamente desincentivadas a investir em atividades que, para a organização, apenas servem para roubar tempo ao testemunho porta a porta e de nada valem perante o fim de tudo. Quem vai para a faculdade mostra que está fraco na fé e passa a ser olhado com desconfiança.

Quando Vítor Jacinto decidiu licenciar-se em Engenharia Química, passou a receber visitas de anciãos e superintendentes de circuito (que supervisionam várias congregações) quase semanalmente. A sua biblioteca fazia-lhes particular confusão. “Diziam que aqueles livros continham ensinamentos não cristãos e queriam que me desfizesse deles. Foi aí que começou a minha grande guerra contra eles.” Os livros ficaram, o curso foi acabado, deixou de ir à reuniões.

Investir na carreira é encarada como outra afronta a Jeová. “Das coisas que me faziam mais impressão era ver pessoas subir à tribuna e contar, cheias de orgulho, que tinham recusado um promoção para não prejudicar a sua vida espiritual”. Revela R.M.

Outro exemplo de dedicação à religião incutido nas reuniões e nas revistas é o desincentivo que a organização faz a que se tenha filhos: por um lado, são grandes consumidores de tempo, por outro, não é aconselhável pôr crianças num mundo que vai acabar. Para G.C., isso ficou claro no dia do casamento. Depois de uma adolescência em que não podia beijar nenhuma rapariga, nem mesmo como cumprimento, no rosto, e de um namoro com alguém da mesma congregação, sempre na presença dos pais e sem um único beijo na boca, casou-se num Salão do Reino. “O ancião que fez o discurso disse que de forma nenhuma deveríamos ter filhos, porque estamos no tempo do fim e era uma atitude pouco sábia, pouco espiritual.”

Só contrariou a instrução mais de 10 anos depois, quando a mulher começou a ficar clinicamente deprimida com receio de já não conseguir engravidar por causa da idade. “Os casais que decidem ter filhos são criticados pelos outros que optam por não ter em virtude das orientações da organização”, revela M.M., outro ex-ancião. “Conheço casais que não têm filho e que agora já não podem e outros que continuam na expectativa de vir o fim para depois poderem ter um filho. É horrível”, afirma G.C.

Este antigo ancião deixou o cargo e as reuniões há cinco anos. Tecnicamente, está inativo, situação de que não entrega há seis meses relatórios com o número de publicações que distribuiu e de horas que pregou. O seu mal-estar com a religião começou quando, numa formação para cerca de 200 anciões, lhes foi ordenado que escrevessem na página do manual sobre o abuso sexual de menores: “Sempre que surja um caso de pedofilia, contatem de imediato a filial [a sede, em Alcabideche, Cascais]. “ Perguntou: “Mas a pedofilia é crime, não deveria denunciar-se à polícia?” Responderam-lhe peremptoriamente: “Nós não denunciamos os nossos irmãos. As ordens são estas, escreva isso aí.”

No manual dos anciões a que a Sábado teve acesso está impresso: “Se o acusador ou o acusado não estiverem dispostos a reunir-se com os anciãos, ou se o acusado continuar a negar a acusação de uma única testemunha e a transgressão não tiver sido comprovada, os anciãos devem deixar o caso nas mãos de Jeová”.

Esta política de não divulgação valeu recentemente às Testemunhas de Jeová a condenação à maior indenização alguma vez já paga nos Estados Unidos a uma vítima de pedofilia: 22 milhões de euros. O tribunal considerou provado que a estrutura da organização tinha sabido e abafado o caso.

Esta é das mais desconfortáveis questões no interior da Religião. Outra é a da desassociação, ou expulsão — o pior que pode acontecer a uma Testemunha e aos seus familiares, O contato com desassociados é simplesmente proibido, mesmo que seja da família.

De possuída pelo demônio, a prostituta, P.T., com cerca de 40 anos, ouviu os piores insultos da boca dos pais quando foi desassociada, em 2006. Proibiram-na de voltar lá a casa. “Fiquei desnorteada, pensava que ser destruída, perdi a minha família e todos os meus amigos, que nem sequer me cumprimentavam. Como todas as pessoas que são desassociadas, fiquei sem ninguém.”

“Jeová nos observará para ver se acatamos, ou não, seu mandamento de não ter contato com nenhum desassociado”, lê-se na revista “A Sentinela”, de abril deste ano.

“Um simples ‘oi’ dito a alguém pode ser o primeiro passo para uma conversa ou mesmo para amizade. Queremos dar esse primeiro passo com alguém desassociado?”, questionava a mesma publicação já em 1981 (as Testemunhas de Jeová guardam todas as revistas que consultam). “Toem sua posição contra o Diabo (...). Não procure desculpas para se associar com um membro da família desassociada, como, por exemplo, trocando e-mails”, diz “A Sentinela” de janeiro de 2013 já disponível no site da organização.

O ostracismo a que os desassociados são votados pode originar problemas extremos. Dos oito antigos fiéis que a Sábado entrevistou (dois dos quais ex-anciãos), quatro tiveram de procurar ajuda médica para depressões e estado de ansiedade grave — alguns fizeram terapia, todos foram medicados. Dois pensaram no suicídio.

Vítor Máximo julgou que os pais se reaproximassem quando lhes comunicasse o seu segundo casamento. Afinal, deixaria de ser um “fornicador”, um dos maiores pecados para a religião. Mas, como a mulher era uma mundana e ele um apóstata (abandonou a religião há cinco anos), os pais nem foram à cerimônia.

“Nesse dia, quando cheguei a casa, em vez de estar a relembrar os bons momentos da festa, sentei-me na beira da cama e desatei a chorar”, lembra.

Embora o expulsem, insiste em aparecer de vez em quando na casa deles, nos arredores do Porto, mas na última vez que falou com o pai ele chamou-lhe adorador do Diabo e ameaçou ligar para a polícia caso voltasse. Durante muitos meses, a conversa ao jantar com a mulher terminava invariavelmente em lágrimas. Teve de ir ao psiquiatra e só superou a depressão com a ajuda de medicamentos.

Quem privar com um desassociado arrisca-se a ser expulso. Isso é ficar sem nenhuma rede social (família e amigos), porque as Testemunhas de Jeová não criam laços com pessoas do Mundo. Por medo do que pode acontecer aos familiares, algumas pessoas falaram para este artigo sob anonimato; outras não revelaram a identidade porque estão afastadas, mas não se querem dissociar (voluntariamente) nem ser desassociadas, sabendo que nesse momento terão de cortar relações com os que lhes são mais próximos.

César Rodrigues, 38 anos, foi Testemunha de Jeová desde que nasceu e as suas dúvidas só surgiram há quatro anos, quando fez uma coisa que a organização desaconselha insistentemente: meteu-se num fórum de dissidentes brasileiros na internet. “Para mim, aquilo era tudo mentira. Pensei: ‘Vou mostrar-lhes o que é uma verdadeira Testemunha de Jeová’”. Mas foi ele que acabou convencido. Uma das coisas que mais o chocaram foi perceber as incongruência na proibição de transfusões de sangue, que já provocou a morte a um número incalculável de crentes.

“As Testemunhas acreditam que a transfusão de sangue lhes é proibida por passagens bíblicas como estas: “Somente a carne com a sua alma — seu sangue — não deveis comer”, explica o representante da organização, Pedro Candeias. Plasma, plaquetas, glóbulos brancos e vermelhos também são rejeitados. Mas o recurso a fracções desses componentes é permitido. “É extremamente incoerente condenar o uso de determinadas fracções e permitir o de outras e não existe base bíblica nem científica para tal distinção. Por exemplo, se se pode aceitar hemoglobina, que é 97% de um glóbulo vermelho, por que não se pode aceitar glóbulos vermelhos? “É como se eu dissesse que você pode comer uma uva sem pele, mas com pele não pode”, afirma M.M., que foi ancião durante mais de uma década.

Quando César começou a fazer perguntas aos amigos (“Sabias que era assim?”), foi denunciado. Fizeram-lhe quatro comissões judicativas (tribunais eclesiásticos). Já sem acreditar em nada do que tomara por certo durante anos, negou todas as acusações de falta de fé. Recusa-se a ter de deixar de falar com os pais. Quando conheceu uma antiga Testemunha de Jeová, perguntou: “É possível ter amigos do Mundo?” Descobriu que sim. Deixou de aparecer nas reuniões.

R.M. demorou a fazê-lo, mesmo depois de, no ano passado, ter lido o proibidíssimo livro “Crise de Consciência, de um antigo membro do Corpo Governante, e de perceber que “toda a vida tinha vido enganada”. “Sinto que é mesmo uma lavagem cerebral, da qual é muito difícil libertamo-nos”, explica. Só conseguiu afastar-se quando descobriu o fórum Testemunha de Jeová. Diz que só passar à frente de um Salão do Reino a deixa “agoniada”. Mas não está preparada para deixar de falar com a família.

Para M.B., o momento está para breve. Aos 18 anos, aproveitou o fato de sair de casa e mudar de cidade para confessar aos anciãos que fumava, o que é proibido. Já sabia o que o esperava: uma semana depois lhe comunicaram a expulsão. De regresso a Lisboa, foi assaltado e ficou sem dinheiro nenhum. Ninguém da família lhe atendeu o telefone nem respondeu às mensagens — nem nessa altura nem em todo o ano que se seguiu. “Sentia-me perdido, culpado, abandonado. Passava noites inteiras sem dormir.”

Desenvolveu um transtorno de ansiedade incapacitante. A família continuava a não lhe atender o telefone. Pensou no suicídio. “Mas depois achei que ninguém iria ao meu funeral”.

Um dia em que insistiu mais uma vez, inesperadamente, a mãe atendeu. Como o motivo era doença, os anciões, aos quais ela pediu autorização, permitiram que o recebesse em casa. Mas agora que está mais estável, M.B. sabe que vai ter de voltar a sair. E que vai ter de se despedir para sempre.
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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Amigo

Passamos por momentos de plena felicidade em nossa vida. Momentos estes que nos marcam de uma forma surpreendente e nos transformam, nos comovem, nos ensinam e muitas vezes nos machucam profundamente. As pessoas que entram em nossa vida, sempre entram por alguma razão, algum propósito. Elas nos encontram ou nós as encontramos meio sem querer, não há programação da hora em que encontraremos estas pessoas. Assim, tudo o que podemos pensar e que existe um destino, em que cada um encontra aquilo que é importante para si mesmo. Ainda que a pessoa que encontrou em nossa vida, aparentemente, não nos ofereça nada, ela não entrou por acaso, não está passando por nós apenas por passar. O universo inteiro conspira para que as pessoas se encontram e resgatem algo com as outras. Discutir o que cada um nos trará, não nos mostrará nada e, ainda nos fará perder tempo demais desperdiçando a oportunidade de conhecermos a alma dessas pessoas. Conhecer a alma significa conhecer o que as pessoas sentem o que elas realmente desejam de nós ou o que elas buscam no mundo, pois só assim é que poderemos tê-las por inteiro em nossa vida. A amizade é algo que importa muito na vida do ser humano. Sem esse vínculo, nós não teremos harmonia e nem paz. Precisamos de amigos para nos ensinar, compartilhar, nos conduzir nos alegrar e também para cumprirmos nossa maior missão na terra: "amar ao seu próximo como a si mesmo". E para que isso aconteça, é preciso nos aceitar em primeiro lugar, e depois olharmos para o próximo e enxergarmos o nosso reflexo. Estas pessoas entram entram na nossa vida, às vezes de maneira tão estranha, que nos intrigam até. Mas cada uma delas é elas deixarão alguma coisa para nós. Observe a sua vida, comece a recordar todas as pessoas que já passaram por você e o que cada uma deixou. Você estará buscando a sua própria identidade, que foi sendo construída aos poucos, de momentos que aconteceram na sua vida e que até hoje interferem em seu caminho. Aproveite para conquistar uma pessoa a cada dia, dar a elas a sua maior atenção e fazer com que você também seja algo muito importante na vida destas pessoas. Quando sentir que alguém não lhe agrada, dê uma segunda chance de conhecê-la melhor. Você poderá ter muitas surpresas cedendo mais uma oportunidade. Quando sentir que alguém é especial para você, diga a ele o que sente, e terá feito um momento de felicidade na vida de alguém. Não deixe para fazer as coisas amanhã, poderá ser tarde demais. Faça hoje tudo o que tiver vontade. Dê um sorriso para todos, até ao seu inimigo. Se estiver amando, ame para valer, viva cada minuto deste amor, sem medir esforços. Seja alegre todas as manhãs, mesmo que o dia não prometa nada de novo. Planeje o seu destino! Sopre aos ventos os seus sonhos, eles irão se espalhar pelos ares e voltar a você em forma de realidade. Preste bastante atenção em todas as pessoas, elas poderão estar trazendo a sua tão esperada.

sábado, 2 de novembro de 2013

Líder da IURD no Equador xinga e ofende pastores em reunião


Além do vídeo com o pedido de desculpas do pastor Barboza, postado no canal da IURD do Equador no YouTube (e que pode ser visto no vídeo acima, logo após as ofensas proferidas pelo pastor), a Igreja Universal também divulgou um comunicado sobre o episódio, que foi publicado pelo site Gospel+ e que segue abaixo:
A Igreja Universal do Reino de Deus do Equador tomou conhecimento de episódio ocorrido em 25/9/2013, durante reunião de trabalho entre o pastor Walber Barboza e outros pastores.

A Universal do Equador lamenta a conduta do pastor Barboza, que dirigiu frases infelizes e agressivas aos presentes, e repudia suas afirmações, ditas por ele em nome próprio, jamais pela instituição.

No Equador, assim como nos quase 100 países onde está presente de modo formal, a Universal preza e exige de seus bispos, pastores e obreiros o comportamento respeitoso e cordial que cada qual merece.

Em sintonia com as orientações da Direção Espiritual da Universal, a igreja do Equador já tomou as providências cabíveis para que acontecimento como esse nunca mais se repita.

O pastor Barboza encaminhou pedidos de desculpas formais a todos os presentes e à Universal.

Johnny Cash - Hurt